Porém, as campanhas preventivas não abordam uma categoria de atletas particularmente mais suscetível a esses riscos: os surfistas - e praticantes de esportes aquáticos em geral.
Isso ocorre pelo simples fato de que a imensa maioria dos surfistas fica mais de uma hora dentro da água em cada caída. Na prática, isso significa que a maior parte do tempo em que está surfando, a pessoa fica sem a ação do filtro solar, que já terá saído depois de um certo tempo na água.
Se você é daqueles que usa um filtro solar convencional antes da bateria, saiba que esses produtos não agüentam mais do que 45 minutos na sua pele, pois o sal do mar atua como um poderoso solvente e remove esse valioso protetor. Para poder contar com esse produto, o certo seria reaplicar o produto a cada 45 minutos, o que é praticamente impossível para quem pega onda.
"A solução nesse caso é utilizar sempre bases com filtro solar", . Bases são aqueles cremes de alta aderência, geralmente de cor branca que, combinados a um filtro solar, ficam horas grudados no rosto e são bastante seguros contra a radiação.
"Para cada tipo de pele deve ser usado um foto-protetor e um hidratante específicos, prevenindo desde lesões degenerativas, como rugas, por exemplo, até o câncer de pele. Lesões agudas provocadas pela exposição prolongada ao sol causam queimaduras sérias, com sinais e sintomas como vermelhidão e bolhas. Reações como febre, náuseas, desmaios e choque também podem ocorrer quando há o abuso embaixo do sol. Nestes casos, torna-se necessária a monitoração hospitalar".
Outro erro básico cometido pelos surfistas é não usar hidratantes. Esse tipo de produto restabelece a hidratação perdida devido às longas horas de exposição ao sol e ao mar, e previnem o envelhecimento precoce da pele. Não custa lembrar que o mercado de trabalho hoje valoriza profissionais com uma boa aparência e que uma cara enrugada devido a anos de sol e mar não é exatamente o que poderíamos chamar de um bom cartão de visitas.
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A importância dos chamados bloqueadores físicos, como camisas de lycra, bonés e roupas de neoprene, esses recursos realmente ajudam a proteger, porém não se deve descuidar das áreas que ficam de fora, como braços, batata da perna e, obviamente, o rosto. Nesses locais deve-se usar filtros de altíssima fixação. Atenção: estamos falando de fixação, e não apenas de fator de proteção, que deve ser o maior possível para cada tipo de pele.
Outro conceito importante que o surfista tem que entender é que a radiação tem efeito de longo prazo. "A radiação que você pega na juventude vai trazer problemas cerca de 10 anos depois. É como uma bomba relógio, aguardando o momento de detonar. Prevê-se um significativo crescimento do câncer de pele para os próximos 10 a 20 anos se as pessoas continuarem a não tomar os devidos cuidados".
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| Câncer de pele malígno de borda, de cor acentuada. Foto: La Roche/Posay. |
O Dr. Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, lembra que existem características que aumentam o risco de uma pessoa de contrair câncer de pele: pele clara, olhos claros, cabelos claros, múltiplas pintas, antecedentes familiares de câncer da pele, sardas e queimaduras solares anteriores.


Muito importante mesmo.
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